Administração de finanças: conheça 8 erros comuns!

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Planejar, estruturar e manter uma boa administração de finanças é vital para não passar apuros, evitar dívidas e poder realizar projetos futuros que exijam muitos recursos. Todavia, na hora organizar as contas e receitas, muitos cometem erros simples que podem prejudicar a gestão financeira, trazendo preocupações, problemas e uma série de transtornos derivados da falta de dinheiro e controle.

A seguir listamos 8 dos erros mais comuns, com dicas simples para que você saiba como evitá-los. Confira!

1. Não fazer um planejamento financeiro

Como mencionado, é necessário fazer um bom planejamento financeiro para não ter dificuldades com as finanças. Nele, devem constar metas orçamentárias, ou seja, quanto se pretende gastar mensalmente, anualmente, semanalmente ou diariamente com determinados itens (lazer, alimentação, transporte etc.).

Também é preciso planejar com foco no médio e longo prazo, especialmente para obtenção de dinheiro no futuro que garanta o padrão de vida ou até permita elevá-lo. Caso contrário, com o aumento da inflação você perderá poder de compra e, consequentemente, baixará o seu padrão de vida. Para evitar isso, escolha investimentos para ganhar mais ao longo do tempo e programas de aposentadoria privada para quando chegar a época de se aposentar.

2. Misturar finanças pessoais com as profissionais

Um dos maiores erros que se pode cometer é misturar finanças pessoais com as profissionais ou de um negócio (seu ou de outra pessoa). Algumas pessoas costumam tirar dinheiro do bolso para pagar contas de um escritório, consultório ou outro tipo de empresa, ou pegar dinheiro dela para usos pessoais. Isso prejudica a gestão financeira do empreendimento, pois mascara seus resultados. Também impacta no controle pessoal, já que pode gerar a ilusão de se ter mais ou menos do que de fato se tem.

Por isso, para organizar as finanças separe bem o que é do trabalho e o que é seu.

3. Não usar ferramentas específicas para a administração de finanças

Para melhorar a administração de finanças, é importante lançar mão das ferramentas que existem no mercado. É extremamente necessário o uso de planilhas, aplicativos de contas, softwares de controle de rendimentos e saídas, ou até mesmo de calculadoras e cadernos.

Mas dê preferência às opções tecnológicas. Elas facilitam o monitoramento e registro das finanças, ajudando a visualizar desperdícios e gastos supérfluos que podem ser cortados, além de sobras. Por meio delas também é possível obter pequenos relatórios para ajudar no controle do orçamento e no planejamento de investimentos.

Outra vantagem é que elas poderão ser conferidas por outras pessoas mais facilmente, caso você peça ajuda ou queira compartilhar a administração de finanças com mais gente.

4. Não lançar e conferir dados no registro periodicamente

Adotar uma ferramenta para registrar seus gastos e receitas é importante, porém também é vital conferir periodicamente os lançamentos visando evitar confusões com dados duplicados, errados ou simplesmente não lançados. Por isso, guarde sempre suas notas, recibos e outros documentos fiscais por algum tempo para utilizá-los nas conferências. Você poderá eliminar muita dor de cabeça assim.

Vale destacar que deve haver uma padronização dos registros, para diminuir as chances de erros e inconsistências. Isso também colabora para que mais pessoas consigam acessar e avaliar tais dados corretamente quando o objetivo é ter uma gestão financeira compartilhada.

5. Não ter uma reserva financeira de emergência

Para que a administração de finanças possa correr de forma eficaz e tranquila, é necessário montar uma reserva financeira de emergência para imprevistos, acidentes e outros problemas que podem “abocanhar” um bom valor. Caso contrário, seu planejamento e controle financeiro do mês, ou até do ano, poderá ser seriamente comprometido, forçando-o a acumular dívidas, usar cartão de crédito, cheque especial e outras opções com juros altos e multas por atrasos.

Parte das reservas pode ser construída por meio de investimentos mais seguros. Só é preciso ter cuidado com sua liquidez, pois, dependendo do tipo, nem sempre será possível sacar o dinheiro rapidamente para uma eventual emergência. Todavia, eles ainda são boas soluções não só para guardar dinheiro, mas também para fazer a reserva financeira aumentar ao longo do tempo, graças aos ganhos e rendimentos.

Além disso, é interessante montar uma segunda reserva para projetos futuros, como viagens, compra de bens (imóveis, veículos, aparelhos) e pagamento de cursos (faculdade, MBA, especialização). Fazer investimentos também ajuda nesse caso.

6. Não conferir históricos de gastos e receitas

É importante que você avalie seu histórico de gastos para checar evoluções ou aumentos de despesas com determinadas obrigações. Dessa forma, você poderá verificar se esses aumentos foram dos próprios fornecedores (contas de água, luz, internet), resultaram da inflação ou se ocorreram devido a elevações no consumo. Isso permite frear os acréscimos do terceiro grupo quando os motivos forem supérfluos ou desnecessários.

Também é interessante analisar as evoluções das receitas, para ver se têm crescido a um ritmo constante, se subiram abaixo da inflação, se estagnaram ou decaíram. Isso é vital para o seu planejamento financeiro a médio e longo prazo, para que você consiga se precaver melhor contra imprevistos, realizar projetos ou buscar meios para que seus rendimentos evoluam continuamente.

7. Não possuir indicadores, índices e metas financeiras

Toda pessoa que deseje otimizar a administração de finanças precisa usar indicadores, índices e metas que permitam mensurar se a gestão está sendo bem feita ou não. Por exemplo, para quem mora de aluguel, é recomendado que o valor do orçamento destinado a isso não ultrapasse 30% (já inclusos condomínio e taxas). Isso significa que é preciso buscar novas fontes de receita caso a porcentagem esteja acima, ou encontrar um aluguel mais em conta para não ultrapassar essa meta máxima.

8. Investir mal o seu dinheiro

Embora cuidar dos gastos seja vital para controlar suas contas, você também não deve esquecer das aplicações que podem fazer seus rendimentos crescerem ao longo do tempo. Todavia, é preciso tomar cuidado para não investir mal seus recursos, tendo cuidado com alguns dos mitos que circulam no mundo dos investimentos. Entre eles, o de que a poupança é rentável e mais segura que os outros.

Na verdade, em termos de ganhos reais, a poupança está muito abaixo dos demais investimentos. Por exemplo, em 2015 ela rendeu no ano 8,15%, mas a inflação anual monitorada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em torno de 10,67%. Isso significa que houve perda de poder aquisitivo, o que, em termos líquidos, chegou a 2,28%.

Portanto, é importante buscar alternativas à tradicional poupança que deixou de ser atrativa, como investir em aplicações de renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI/LCA etc.), que frequentemente rendem mais do que ela.

Além das dicas acima, é fundamental que todos que fazem parte do seu círculo e que contribuem para as despesas e ganhos estejam conscientes da necessidade de planejar bem as contas. É preciso envolver e unir a todos, visando otimizar a administração das finanças de forma efetiva e duradoura, para conseguir manter ou elevar a estabilidade financeira ao longo do tempo.

Ficou com alguma dúvida sobre os 8 erros mais comuns na administração de finanças e as dicas para evitá-los? Compartilhe conosco nos comentários para que possamos ajudar!

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