Conheça as 6 principais tendências para o mercado financeiro em 2018

Tempo de leitura: 5 minutos

Eleições, expectativa de reaquecimento da economia, queda de juros, rebaixamento da nota do país junto às agências de classificação de risco: as tendências de mercado mostram que 2018 promete ser intenso no campo político-econômico e, evidentemente, isso impacta frontalmente a performance de muitos investimentos no mercado financeiro.

Você já sabe onde investir em 2018? Está na hora de começar a estudar o assunto!

Quais as perspectivas para os indicadores econômicos?

As tendências estimadas por especialistas em economia e investimentos são, em grande parte, pautadas por indicadores futuros e dados de 2017 já divulgados. Entre os economistas consultados em fevereiro pelo Banco Central em fevereiro, por exemplo, a projeção do PIB para esse saltou de 2,80% para 2,89% e para 3% em 2019.

As mesmas projeções do BACEN indicam que, apesar de termos chegado à maior redução cumulativa da taxa básica de juros da história (7%), há ainda margem para chegar a 6,75% nesse ano. 

Além disso, por conta da intervenção federal no Rio, a reforma da previdência deve voltar a ser discutida somente no próximo ano. Nesse início de 2018, o governo deve focar sua atenção em um projeto de reforma tributária. Essas questões — somadas aos índices de produção industrial, desemprego e inflação — serão fatores-chave no desempenho dos investimentos.

Quais as tendências do mercado financeiro para 2018?

Baseado nas estimativas desses dados, você verá agora as principais tendências para o mercado financeiro em 2018! Confira!

1. Renda fixa com foco no longo prazo

Para quem vai comprar ativos em 2018 pensando em longo prazo, uma opção que pode ser estudada com atenção são os títulos do Tesouro IPCA mais extensos (com vencimento a partir de 2024) que, em geral, pagam acima de 5% ao ano mais a inflação do período.

Essa configuração representa um ganho real bastante interessante, especialmente se considerarmos o risco extremamente baixo — característica inerente a esse tipo de operação.

2. Debêntures, CRI e CRA

Outros ativos de crédito privado também podem apresentar performance interessante se, de fato, a recuperação econômica se confirmar. Destaque para:

Embora a confirmação do bom desempenho dessas tendências de mercado também dependa da ocorrência ou não de novas emissões — que são a chamada oferta primária —, os ativos que já são negociados no mercado secundário também têm potencial de trazer resultados interessantes em 2018.

3. Setores ligados à construção civil 

Migrando para a renda variável, a inflação baixa aliada a uma baixa taxa de juros. podem dar novo fôlego à política de concessão de crédito das instituições bancárias, o que pode beneficiar o financiamento de projetos na construção civil.

Se essa perspectiva se confirmar, há a possibilidade bastante real de melhora no desempenho das ações de empresas ligadas à construção civil pela retomada do ritmo positivo no setor.

Na verdade, a recuperação do segmento já começou a ser vista (ainda que timidamente) no 2º semestre de 2017. Isso ocorreu muito por conta da atualização das regras do Minha Casa Minha Vida, que ampliou o limite de renda para acesso ao programa (de R$ 6,5 mil a R$ 9 mil).

Evidentemente, é preciso destacar que a confirmação de tendências de mercado como essas dependem de inúmeros fatores, como estabilidade política e ausência de aumento da carga tributária. No entanto, alguns indicadores — como a redução da inflação e as quedas sucessivas nas taxas de inadimplência — começam a estimar resultados melhores às construtoras em 2018. Vale a pena monitorar esse tipo de ativo.

4. Melhorias no varejo

Trata-se de um setor que se beneficia diretamente do corte de juros, e os resultados já começaram a aparecer: em janeiro, varejo brasileiro teve um crescimento de 3,6%.

Analistas veem um grande potencial de crescimento e aumento de vendas, especialmente pela redução nas taxas de desemprego: em dezembro de 2017, a taxa de desemprego recuou para 11,8%. Se há aumento da massa salarial, evidentemente, há aumento do consumo.

Associe isso à redução dos juros e à queda da inadimplência, e você entenderá porque a expectativa é de crescimento do setor em 2018 — questões que tornam as ações do varejo e do consumo bastante promissoras. É mais uma das tendências de mercado para ficar de olho!

5. Popularização das criptomoedas

Embora alguns especialistas estimem que as moedas digitais continuem a crescer em 2018, é preciso destacar o altíssimo risco desse tipo de investimento, especialmente pelo próprio caráter subversivo desse tipo de transação, que o distancia de qualquer proteção pelo Código de Defesa do Consumidor, Código Civil, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) etc.

Um dos riscos que não pode ser ignorado é que os mercados subjacentes às criptomoedas são imensamente desregulados — muitos deles, dotados de uma trajetória melancólica. A Mt. Gox (que tinha sede no Japão e já foi a mais importante bolsa de Bitcoins) entrou em colapso em 2014 após o roubo mais de US$ 388 milhões em Bitcoins.  

Mesmo sendo um investimento de altíssimo risco, já temos algumas importantes bolsas do mundo discutindo a possibilidade de oferecer os derivativos do Bitcoin, que é o caso da CBOE (Chicago Board Options Exchange) e da Bolsa de Frankfurt.

Quais dessas tendências de mercado mais interessam você? Seja qual for sua resposta, não se esqueça que, com a volatilidade do setor, tudo pode mudar em segundos. Por isso, assine nossa newsletter para se manter atualizado em relação a qualquer alteração de cenário!

Sobre Concórdia

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